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O CAOD abriu as suas portas de 5 a 7 de dezembro para acolher irmãos de várias nacionalidades que não quiseram desperdiçar a oportunidade de participar numa ação de formação em “Gestão Cristã da Vida”, promovida pela Divisão Intereuropeia (EUD), para os países do Sul da Europa.

 

O sol radioso que nos recebeu e acompanhou ao longo daquele intenso e proveitoso fim de semana mais não foi do que a natureza a mostrar-se em perfeita sintonia com o sentir dos participantes.

De facto, aprender com os Pastores Erika Puni, Mario Niño e Larry Evans da CG, e Paolo Benini e Corrado Cozzi da EUD, foi um enorme privilégio, tendo facilmente caído por terra a suspeita de que iríamos, de acordo com o sentir de, pelo menos, um dos participantes, aprender um novo tipo de marketing que, nestes tempos de forte crise económica, pudesse convencer os irmãos a serem mais generosos nas suas ofertas ou mais fiéis na devolução do dízimo. A bem da verdade, a mordomia foi colocada muitos níveis acima, foi reposta no lugar que lhe pertence desde o início, com o pleno valor que lhe foi atribuído pelo grande Elohim aquando da criação do mundo, o valor espiritual.

Todas as apresentações e workshops foram confluentes no princípio de que mordomia mais não é do que um compromisso total com Deus, porque O adoramos e O reconhecemos como nosso Criador.

Por exemplo, logo na sua primeira apresentação, o Pr. Paolo Benini, responsável pelos Ministérios Pessoais, Escola Sabatina e Mordomia da Divisão Intereuropeia, começou por relembrar a mensagem de Génesis 1:26, chamando a atenção para a parceria que Deus estabeleceu com o Homem depois de o ter criado à Sua imagem e semelhança, para reinar sobre toda a Terra. Ser à imagem de Deus, significa ter identidade semelhante à do Criador, conhecê-Lo, segui-Lo, reproduzir o Seu ministério na nossa vida, ser capaz de liderar em parceria com Ele. Dominar sobre a Terra significa reinar, administrar, ser fiel e ser responsável, amar, também à semelhança do nosso Criador. No entanto, como ministros do Rei (Is. 61:6; Ap. 1:6), temos de nos apresentar como Jesus, o administrador do Universo, que declarou: “Eu, porém, entre vós, sou como aquele que serve.” (Lc. 22:27). O Pr. Benini lembrou também que a nossa função de ministros envolve a missão de levar às pessoas, incluindo jovens e crianças, o Plano Redentor, que lhes devolverá a identidade de discípulos. Ser parceiros de Deus ainda envolve liderança, gestão do tempo e do dinheiro, passar aos irmãos a visão de que cada um deve ser um mordomo do Reino. Finalmente, discipulado e mordomia constituem, no ver do Pr. Benini, a plataforma que suporta todos os outros ministérios da Igreja, operando em sinergia com eles.

A noção de que mordomia é uma expressão de discipulado foi um pouco mais aprofundada pelo Pr. Puni que afirmou que a comunhão diária do crente com o Seu Criador e Senhor é a base para uma transformação que resulta, naturalmente, na adoção de um novo estilo de vida. O diretor dos Ministérios de Mordomia da Conferência Geral ousou ir mais longe, tendo definido mordomia como “A minha total entrega ao Deus que por mim Se entregou!”.

“A mordomia não é um programa, porque acontece todos os dias e envolve tudo, desde a identidade, a família, os relacionamentos, as finanças, os valores, a visão, fazer discípulos que é a missão da própria Igreja.

Se somos discípulos, somos mordomos. Preocupamo-nos. Servimos. Estamos a crescer. Sendo assim, importa que nos questionemos: de que precisamos para desenvolver a nossa identidade de mordomos? O que deve a nossa Igreja fazer para nos formar como discípulos? Onde podemos servir como mordomos? Quais são os nossos deveres?”

Jesus é o modelo, e experimentar a vida de Jesus em nós, diariamente, é a chave para uma mordomia sustentável. Para corroborar as suas palavras, o Pr. Puni lembrou o exemplo perfeito dado pelos pobres das igrejas da Macedónia (2 Coríntios 8:2-5) que, por se terem consagrado primeiramente ao Senhor (versículo 5),  “deram voluntariamente, ainda acima do seu poder” (versículo 3) e “a sua profunda pobreza superabundou em riquezas da sua generosidade” (versículo 2). Para o diretor dos Ministérios de Mordomia da Conferência Geral, Mordomia bíblica é parte da nossa experiência com Deus e é responsabilidade espiritual de cada discípulo, mesmo crianças não batizadas. É um compromisso total do coração com Deus, incluindo dízimos e ofertas voluntárias, tornando-se equivalente a santificação.

Foi particularmente apreciada a apresentação feita pela diretora dos Ministérios da Criança da EUD, Elsa Cozzi, que, para além de incentivar o recurso a atividades motivadoras e à utilização de materiais apelativos, falou da importância de uma abordagem sistemática que ajude as crianças a aprender que mordomia é um estilo de vida que vai desde a boa gestão do tempo ao cuidado com o corpo, com a casa, com a escola, com a comunidade e com o ambiente, tudo assente no reconhecimento de que as capacidades e os talentos foram dados por Deus e na certeza de que a implementação de princípios de discipulado ajudarão a construir a fé da criança e a levá-la a sentir, desde a mais tenra idade, a alegria que vem da mordomia. A intervenção de Elsa Cozzi foi, sem dúvida, ao encontro das preocupações de todos aqueles que sentem a responsabilidade de ser os mentores espirituais dos que são os futuros pilares da Igreja.

Permanece a certeza de que os melhores dias da Igreja estão por vir, e serão consequência natural da transformação, isto é, da santificação que Jesus for operando nas nossas vidas.

Ad7 News | Isabel Brito