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II Conferência Consciência e Liberdade

A Universidade Lusófona recebeu cerca de uma centena de participantes, para o segundo encontro promovido pela Associação Internacional para a Defesa da Liberdade Religiosa (AIDLR). A ocasião serviu ainda para entregar ao jornalista Joaquim Franco o prémio Consciência & Liberdade 2013.

A ética do cidadão e a espiritualidade do indivíduo nas relações entre o Estado e a religião, foi o ponto de partida para uma série de reflexões, tendo a liberdade religiosa como cenário.

Durante três horas os conferencistas convidados discorreram sobre a atualidade inegável destes assuntos. A convidada internacional, Drª Dora Bognandi, da AIDLR italiana, lembrou que “o próprio Jesus morreu como um delinquente político, por decreto do poder romano.” A pretexto do tema “Liberdade religiosa: abrangência e limites da interferência do Estado no direito à crença”, a jurista romana defendeu a laicidade do Estado, mas acrescentou que “um Estado sem Deus auto destrói-se”. Recordando os conflitos motivados pelo ódio religioso, Bognandi socorreu-se das escrituras para definir uma orientação na construção de uma sociedade de paz, evocando o texto de Jeremias 29:7: “e procurai a paz da cidade(...) e orai por ela ao Senhor, porque na Sua paz vós tereis paz”.

O Pr. Paulo Renato Garrochinho na alocução “o papel da espiritualidade e da religião na ética da cidadania”, constatou que “vivemos tempos confusos, em que se por um lado há a defesa da espiritualidade, por outro nega-se as religiões organizadas. Defende-se o «faça você mesmo» a sua religiosidade.” O mestre em ciência das religiões destacou que “o hiper-pluralismo que hoje se vive, retira a possibilidade de se estabelecerem balizas. A espiritualidade não pode estar desencarnada da sociedade civil. A relação entre a espiritualidade e o Estado resulta num equilíbrio entre as exigências do Estado e a espiritualidade individual. Nas situações limite, Jesus Cristo expressou a forma de alcançar esse equilíbrio, ao lembrar «que toda a lei se resume a dois mandamentos; amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo»”.

A ocasião serviu ainda para atribuir ao jornalista Joaquim Franco o prémio “Consciência & Liberdade 2013”, pelo texto “Da liberdade religiosa à urgência do diálogo – a experiência contemporânea”.

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By: ad7|news