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Juntamente com oito outras comunidades religiosas, a Igreja reafirmou a sua posição relativamente ao valor da vida, no âmbito do Grupo de Trabalho Inter-religioso “Religiões-Saúde”.

O Grupo de Trabalho Inter-religioso “Religiões-Saúde” reafirmou, no dia 12 de fevereiro, a sua posição de valorização da vida e de oposição à morte medicamente assistida, conhecida por Eutanásia, através de uma conferência de imprensa e da apresentação de um comunicado conjunto. Através desse texto, os nove elementos do Grupo de Trabalho manifestaram, em nome das suas comunidades, a sua posição de apelo a que a sociedade não transponha a linha civilizacional de permissão para a legalização da morte a pedido do doente, salientando que esse é a admissão do fracasso em oferecer condições de dignidade, alívio e acompanhamento compassivo aos doentes em fim de vida.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem uma prática de não intervenção em assuntos relacionados com questões que possam ser interpretadas como estando para lá da linha de separação entre a Religião e a Política. Considerou, no entanto, face à sensibilidade do assunto em causa – o valor da vida – e à clareza da posição da Conferência Geral sobre a matéria, ser sua responsabilidade participar neste debate, no âmbito do Grupo de Trabalho, revelando e trazendo ao conhecimento da opinião pública a sensatez e a moderação da sua Declaração Oficial, baseada nos princípios bíblicos.

A Igreja deixa ainda claro que, apesar de apresentar a sua posição contrária à eutanásia, não apoiará nem se oporá à realização de um referendo, pois considera que a vida é um dom de Deus e consequentemente não é referendável. Neste caso, como em outros assuntos de dignidade fundamental humana, resta apelar à consciência de todos os seres humanos para o princípio da inviolabilidade da vida, que não deveria ser sequer questionado.

A Igreja Adventista em Portugal foi representada nesta conferência de imprensa pelo Presidente da UPASD, Pr. António Amorim, pelo Diretor do Serviço de Capelanias da UPASD e representante da Igreja no Grupo de Trabalho, Pr. Artur Machado, e pelo Diretor do Departamento de Assuntos Públicos e Liberdade Religiosa, Paulo Sérgio Macedo.

Para saber mais, consultar:

- Declaração da CG IASD sobre assistência aos moribundos

- Declaração “Cuidar até ao fim com Compaixão”, de maio de 2018 

- Declaração da UPASD sobre assinatura da Declaração “Cuidar até ao fim com Compaixão” 

- Comunicado do Grupo de Trabalho “Religiões-Saúde”, de fevereiro de 2020

HOPE Portugal | Paulo Sérgio Macedo - Dr. Dep. Liberdade Religiosa e Assuntos Públicos