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O grupo de Trabalho Inter-Religioso Religiões-Saúde foi recebido segunda-feira, dia 17 de Fevereiro, às 20h00, por sua Excelência o Presidente da República.

Este encontro deu-se no âmbito das iniciativas levadas a efeito por este Grupo de Trabalho, depois de ser conhecido que vários partidos políticos tinham apresentado projetos-lei para legalizar a eutanásia em Portugal, projetos esses que serão apreciados na generalidade, em plenário da Assembleia da República no próximo dia 20.

Na reação a esta iniciativa política - e reafirmando o que já tinha sido declarado em Maio de 2018, quando semelhante tentativa de legalização da eutanásia tinha sido levada à discussão da Assembleia da República - o grupo de Trabalho Inter-Religioso, do qual faz parte a União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia, redigiu na altura uma Declaração intitulada “Cuidar até ao fim com Compaixão”

(https://www.adventistas.org.pt/uploads/ckeditor/attachments/1963/CUIDAR_AT__AO_FIM_COM_COMPAIX_O.pdf.).

Essa declaração foi assinada pelos mesmos signatários que se reuniram esta segunda feira com o presidente da República: Igreja Católica, Aliança Evangélica Portuguesa, Comunidade Hindu Portuguesa, Comunidade Islâmica de Lisboa, Patriarcado Ecuménico de Constantinopla, União Budista Portuguesa, Comunidade Israelita de Lisboa, e União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia. A Igreja Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que em Maio de 2018 não fazia ainda parte deste Grupo de Trabalho integrou desta vez a comitiva que se reuniu com o Senhor Presidente. 

Já no dia 12 de Fevereiro tinha sido feito uma conferência de Imprensa por este Grupo de Trabalho Inter Religioso, onde foram reafirmadas as premissas constantes no documento “Cuidar até ao fim com Compaixão” e onde se salientou a inviolabilidade da vida humana, como dom divino dado ao Homem, não para dispor dele como bem entender, mas para o preservar e cuidar com dignidade, em cada momento da existência, em particular nos últimos momentos da vida. Salientou-se ainda nessa conferência de imprensa que, antes de se avançar com a possibilidade de terminar com a vida pela eutanásia, se dote o país com uma rede de cuidados paliativos que forneça às pessoas que sofrem os meios clínicos e de acompanhamento necessários para que elas possam recorrer nesses momentos finais da existência e morrerem com dignidade.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia, que tem uma importante intervenção na área da saúde, conta com uma rede mundial de instituições de saúde, que engloba 198 hospitais, 133 lares de terceira idade e 329 clínicas, já tinha tomado posição sobre a eutanásia e a distanásia, numa declaração emitida pela sua sede mundial em 09 de Outubro de 1992, revista novamente em 09 de Maio de 2013 e que pode ser consultada em 

https://www.adventistas.org.pt/statements/6

São os princípios constantes nessa declaração que orientam a Igreja Adventista na sua posição sobre este assunto.

No encontro tido com sua excelência o presidente da República estiveram em representação da União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia o pastor António Amorim (presidente da UPASD) e o pastor Artur Machado (diretor do Serviço de Capelanias).

O Grupo de Trabalho Inter-Religioso, Religiões-Saúde será ainda recebido na Assembleia da República no dia 18, para apresentar a sua posição, no local mesmo, onde a partir do dia 20 irão a debate os diferentes projetos-lei sobre a eutanásia.

Pr. Artur Machado

Diretor do Serviço de Capelanias UPASD