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A classe progressiva de líder está no topo de uma caminhada que cada desbravador empreende quando entra para o núcleo de desbravadores da sua igreja.

Para a Associação JA, os obreiros também devem fazer um percurso semelhante, razão pela qual, durante três anos, pastores e promotores bíblicos passaram pela Costa de Lavos para receberem formação específica. Tudo o que lhes foi ensinado permite agora que estejam capacitados para colaborar com os núcleos da sua região ou mesmo organizarem novos núcleos de desbravadores nas suas igrejas. Júlio Mano, formador JA testemunhou que todos os pastores cumpriram o que deles era exigido; que eles aprendam mais técnicas de ... e ao longo destes 3 anos temos batalhado um pouco nisto para que os pastores que vão fazer a classe de líder estejam ao nível dos líderes atuais portugueses.

Entre teoria e prática, pastores e promotores bíblicos testaram ativamente situações de sobrevivência, nunca descorando a amizade entre todos, sendo que a vontade de aprender e saber mais do que é ser desbravador levou-os a viver uma experiência marcante ao longo de toda a semana.

Luís Ferreira, um dos pastores inscritos na formação, afirmou que viveram uma semana bastante enriquecedora tanto para a nossa parte espiritual como na nossa formação como líderes espirituais da nossa juventude... temos de ver a abertura que toda esta formação nos dá na incumbência da fé e das próprias atividades, mas mais do que isso, temos uma experiência real do desbravadorismo, de não sermos apenas teóricos, sermos práticos e estarmos envolvidos com os jovens nas suas próprias atividades que realizamos com eles.

Para além dos formandos também estiveram presentes outros obreiros que, tendo já recebido o lenço de líder, puderam rever conhecimentos e fazer novas especialidades. E uma das provas da formação era passar uma noite ao relento. Divididos em dois grupos, partiram da Costa de Lavos em direção à Fonte do Caçador para ali construírem abrigos, fogueiras e outros materiais de apoio, bem como fazerem a sua própria comida. E como a formação se tratava de sobrevivência, os ingredientes disponibilizados foram apenas uma batata, uma cebola, duas laranjas e um pepino. Depois... bom... depois foi colocar toda a criatividade em ação!

Infelizmente, a adversidade também bateu à porta de um dos elementos do grupo e naquele momento todos deixaram para trás o simulacro das operações, para agirem de acordo com o plano de socorrismo em casos de emergência. Com isto o grupo de obreiros sofreu bastante, mas ninguém baixou os braços. No outro dia regressaram ao parque da Costa de Lavos, e pelo caminho foram superando várias etapas no cumprimento da missão.

Faltava apenas a investidura e entrega do lenço de líder. Mas o grupo só estaria completo se o pastor Daniel Vicente fosse também investido e recebesse o lenço de líder no mesmo dia que o restante grupo de colegas. Por decisão do departamental de jovens, um grupo mais reduzido dirigiu-se ao hospital e alegrou o coração do obreiro lesionado, entregando-lhe o lenço de líder e deixando-lhe uma mensagem de certeza no chamado feito por Deus.

À hora marcada no recinto da Costa de Lavos, familiares, amigos e todos os formandos estavam prontos para o momento da entrega do lenço de líder. O diretor nacional de jovens, Pedro Esteves, apresentou alguns dos aspetos da missão que cada pastor tem de ter em conta na liderança jovem, e depois cada um leu o seu compromisso e fez o seu voto para ser líder. Seguiu-se a troca de lenços e a entrega de insígnias, bem como o momento de pedir a bênção ao Senhor para os novos líderes.

Por fim, o departamental de jovens fez um apanhado dos 3 anos à frente da escola de formação para pastores, mostrando que se providenciou um bom serviço à juventude adventista, porque os pastores desempenham um papel de liderança na igreja que não é melhor nem pior – é insubstituível. Nós sabemos que a liderança pastoral tem a capacidade, pela bênção que o Senhor concede na vida destes homens e mulheres que estão consagrados e foram chamados por Deus para este ministério, de receber bênçãos e produzir frutos que outros ministérios não podem fazer.

A partir de agora, a classe de obreiros, enquanto homens e mulheres de serviço, está capacitada e preparada para ter um ministério mais intencional junto dos jovens e assim fazer a diferença na vida da igreja.