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Tiago Alves é o diretor do departamento de educação da UPASD e presidente da Associação de Universitários Adventistas (AUA). Recentemente esteve em Angola, juntamente com duas jovens universitárias portuguesas, no projeto “Luanda para Cristo… Esperança para Angola”.

Ad7 - Em que consiste o projeto “Luanda para Cristo... Esperança para Angola”?

TA - O projeto “Luanda para Cristo… Esperança para Angola” é o grande projeto evangelístico da Divisão Sul-Africana e Oceano Índico para este ano de 2013. A cidade escolhida foi Luanda e o objetivo é chegar a 1 milhão de almas para Cristo. Este projeto tem recebido contributos diversos, tendo a União Portuguesa, através do Departamento de Educação e da AUA, colaborado, em parceria com os Ministérios de Apoio: Share Him, Quiet Hour e Amazing Facts. 

 

Ad7 - Na preparação deste projeto houve muitos jovens inscritos? Por que razão só três portugueses embarcaram para Luanda?

TA - Depois da gratificante experiência das Campanhas Evangelísticas do Share Him no verão de 2011, em Cabo Verde, e do entusiasmante e desafiador testemunho dos jovens portugueses que nela participaram, uma dúzia de jovens universitários candidatou-se a este projeto de pregar o Evangelho Eterno na capital de Angola. Houve um processo de seleção liderado pelos diretores dos Departamentos de Evangelismo e de Educação da UPASD, no qual foram selecionados seis jovens pregadores envolvidos com a Missão da Igreja. Foi um processo difícil, pois todos os candidatos mostravam capacidades e perfil para abraçar um desafio evangelístico como este. Mas, na realidade, um segundo processo de seleção existiu, e este inesperado, o da obtenção de visto. Na prática só puderam ir três representantes portugueses, os únicos que obtiveram o visto a tempo de embarcar e seguir com o programa previamente definido pelo Share Him, pela Divisão Sul Africana e pela União Nordeste de Angola. Curiosamente, também o extenso grupo de estudantes brasileiros de teologia do IAENE e do UNASP que participou no projeto, viveu processo semelhante. Estamos, no entanto e apesar de todos os contratempos, certos de que foi esta a vontade do Senhor.  

 

Ad7 - Que expectativas tinha deste país africano, nomeadamente ao nível do evangelismo e da própria Igreja?

TA - Sempre senti algum fascínio ao contemplar os dados estatísticos do movimento adventista mundial. É simplesmente impressionante e muitas vezes, confesso, desconcertante, verificar diferentes ritmos de crescimento do adventismo, seja na obra educativa, médico-missionária, ou na Igreja no seu todo. Então uma das expectativas era, sem dúvida, verificar e perceber como é que nos países africanos, nomeadamente os do sul do continente, se verifica a maior taxa de crescimentos da nossa Igreja em todo o mundo. Qual o segredo, se é que o há? Qual a postura dos crentes, ou melhor, qual o compromisso e envolvimento dos crentes com a Missão da Igreja? Como é possível e como se explica o notório crescimento das escolas Adventista em Angola? Mas, e acima de tudo, a maior das expectativas era a de partilhar a Palavra de Deus e crescer espiritualmente com uma experiência destas. Uma expectativa pessoal, mas coletiva também, pois acompanharíamos um grupo de jovens que pela primeira vez levaria a cabo uma Campanha Evangelística de 16 noites consecutivas e, somados os sermões dos três sábados de manhã, totalizaria 19 pregações seguidas. Somente com a direção do poder de Deus é que esta tarefa poderia ser levada avante! E, pela grande graça de Deus, foi possível e foi uma bênção para nós pregadores e para a Igreja em Luanda.

Ad7 - O que encontrou em Angola, ao nível do país, mas também ao nível das pessoas e da Igreja?

TA - O mundo adventista é simplesmente admirável! Onde quer que vamos e, apesar da cultura que nos recebe ser em tudo ou em nada semelhante à nossa, sentimo-nos em casa, em família. A nossa Igreja goza de uma unidade impressionante que nos faz sentir acolhidos e em segurança. Angola é um país emergente com inúmeros desafios e com perspetivas realistas de crescimento e essa é também a realidade da nossa Igreja. Ali encontramos uma comunidade religiosa muito envolvida com o testemunho, com o crescimento e com a unidade da Igreja de Cristo nesta Terra. Encontrámos ainda crentes comprometidos com a Educação Adventista e uma liderança de Igreja consciente da missão evangelizadora das Escolas Adventistas.

 

Ad7 - Há alguma história ou experiência que tenha vivido que nunca mais vai esquecer?

TA - Foram várias as experiências vividas que certamente marcarão o nosso percurso espiritual. Não tanto o facto de a meio da primeira semana da Campanha de Evangelização termos a Igreja completamente lotada e os oficiais de Igreja terem decidido que a Campanha continuasse ao ar livre e de pregarmos perante 3500 membros e visitas nos dois sábados de manhã; ou termos contado a história bíblica inicial do sermão a mais de 1000 crianças super atentas e com uma vida e atenção contagiantes; ou a de testemunharmos de mais de meia centena de batismos, fruto de um trabalho que percebemos, desde o inicio, que não era nosso, mas de Deus; ou a de visitarmos várias Escolas Adventistas e Igrejas, com instalações ainda em construção, mas em funcionamento pleno, revelando o propósito redentor do nosso movimento. Mas o que não esqueceremos serão os rostos cheios de esperança, gratidão, certeza do perdão e da aceitação em Cristo Jesus dos jovens e adultos que se decidiram pelo baptimo e que, perante familiares, amigos e a nova família da Igreja Adventista, decidiram começar uma vida nova.

 

Ad7 - Estão previstos mais projetos deste género?

TA - Sim, o Departamento de Educação e a AUA continuarão atentos e abraçarão outras iniciativas como estas, em parcerias diversas, que permitirão que os jovens universitários adventistas vivam a experiência e sintam o prazer de servir o Mestre, no nosso país ou em outros lugares do mundo.

 

Ad7 - O que podem os jovens universitários adventistas fazer, caso queiram viver uma experiência semelhante à vossa?

TA - Muitas vezes esperamos por iniciativas como estas, além fronteiras, para cooperarmos com Deus na partilha da Sua Palavra, mas na realidade, tantas e de qualidade inquestionável são as experiências que estão ao alcance dos nossos jovens, quer a nível nacional, quer a nível local, das próprias igrejas. A nossa mensagem a todos os universitários é a de estarem atentos à publicitação de iniciativas como estas, sejam estas promovidas pela AUA, pelos Departamentos de Evangelismo, Jovens, Saúde e Temperança ou Publicações ou pelos Ministérios de Apoio à Igreja. Estudem cada uma delas. Vejam onde melhor se podem encaixar e sentir úteis e, acima de tudo, deixem-se tocar e dirigir pelo Espírito de Senhor. Mas não descorem em momento algum aquele que poderá ser o trabalho mais gratificante e duradoiro, o de colaborarem sistematicamente e de forma concertada com os diversos programas da vossa Igreja local. Deus a todos despertará o desejo de O servir e garantirá oportunidades para que essa seja uma realidade. Descobre e agarra a tua oportunidade de Servir a Deus.