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No passado dia 3 de outubro teve lugar na Biblioteca da Universidade Católica, em Lisboa, o segundo Congresso Cidadania e Religião, organizado pelo Grupo de Trabalho para o Diálogo Inter-religioso, de que a Igreja Adventista do Sétimo Dia faz parte, e pelo Alto-Comissariado para as Migrações e a Comissão da Liberdade Religiosa.

O tema deste congresso foi “Cuidar do Outro”, focado sobre as diversas necessidades do ser humano e as diferentes perspetivas e respostas oferecidas pelas tradições e as comunidades religiosas. A conferência inaugural foi proferida pelo Prof. Dr. Walter Oswald, insigne especialista na área da Bioética, a qual foi seguida de três painéis temáticos sobre a assistência religiosa em hospitais e prisões, o papel das comunidades religiosas na responsabilidade e ação social e os processos de educação formal e não formal para o cuidado.

O painel relativo à intervenção social das comunidades religiosas contou com a participação da Dr.ª Cármen Maciel, Diretora Executiva da ADRA Portugal, que, para além de apresentar a instituição, divulgou os princípios que orientou a ação social da Igreja através deste seu braço social.

O momento final do Congresso ficou marcado pela leitura de uma petição à Assembleia da República, para que o dia 1 de fevereiro possa ser instaurado com Dia Nacional da Liberdade Religiosa e do Diálogo Inter-religioso, como celebração e memorial do princípio da liberdade religiosa e do relacionamento pacífico e amigável entre as comunidades religiosas em Portugal. O texto apresentado contou com a participação ativa na sua redação e o apoio institucional da Igreja Adventista do Sétimo Dia, pois ele expressa a visão da Igreja sobre estas matérias.

O início do referido texto refere:

“Na sua essência, a liberdade religiosa é o direito de pensar, agir e expressar o que se acredita profundamente, de acordo com os ditames da própria consciência.  Ela pode definir-se como contendo os direitos a crer ou não crer; praticar ou não praticar; aderir, mudar ou abandonar a uma convicção religiosa; partilhar livremente, em privado ou em público, a própria crença; participar nas discussões da esfera pública; no fundo, viver de acordo com princípios morais próprios e defender a visão própria para a sociedade. A amplitude da liberdade religiosa e a sua relação com a liberdade de consciência ajudam a explicar porque a liberdade religiosa é tão importante para toda a humanidade e não apenas para as pessoas de fé.”

A Igreja Adventista do Sétimo Dia, para além da representação do Departamento de Liberdade Religiosa e Assuntos Públicos e do Serviço de Capelanias, contou ainda com a presença dos Pastores e Promotores Bíblicos da Região de Lisboa e Vale do Tejo, que atestam o interesse e o compromisso da Igreja em participar da vida comunitária e social, indispensável para o cumprimento da missão evangélica que lhe foi conferida pelo Mestre.

HOPE Portugal | Paulo Sérgio Macedo - Diretor do Departamento de Liberdade Religiosa e Assuntos Públicos