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A 4 de dezembro de 2012, a Tempestade Tropical Bopha varreu o sul das Filipinas, em Mindanao, esmagando as províncias de Davao Oriental, Surigao del Sur e Vale Compostela.

Três dias depois da tragédia, após ter sido feito o levantamento inicial das necessidades de emergência, a ADRA respondeu, distribuindo comida (arroz, feijão, massa chinesa, fruta, óleo, açúcar, sal, leite e sardinhas) a 1.400 famílias em Davao e Butuan.

Numa região muito dependente da indústria produtora de banana, as plantações locais foram devastadas pelo solo extremamente húmido que provocou lama e deslizamentos de terra. Muitos dos estabelecimentos, como postos de abastecimento de combustível, lojas e serviços públicos, colapsaram ou deixaram de estar operacionais por falta de eletricidade. A população local começou imediatamente a recolher, entre os escombros, alguns destroços e a apanhar materiais das casas danificadas para criar abrigos improvisados.

 

Para além da destruição das casas, a falta de água potável também se tornou num enorme problema. Sendo o acesso à água potável a mais urgente e imediata necessidade, a ADRA lançou, no espaço de poucos dias, a segunda fase da resposta com um projeto promotor de provisão de água purificada. Este incluiu duas equipas que manobraram grandes unidades de purificação de água, as quais vieram a beneficiar mais de 6 mil famílias. A fim de se certificar de que as famílias podiam transportar e armazenar a água em segurança, a ADRA distribuiu mais de 3 mil jerry cans e planeia duplicar a sua intervenção com outros 3 mil, chegando a mais de 6 mil famílias.

Quase dois meses depois, os dados indicam que mais de cinco milhões de pessoas foram afetadas em 30 províncias; e que cerca de um milhão de pessoas foram desalojadas das suas casas. Segundo o Conselho Nacional de Gestão e Redução de Riscos de Desastres, consta oficialmente que mais de 114.583 casas foram danificadas (38% totalmente destruídas), 714 pessoas morreram, 890 desapareceram e 1.906 ficaram feridas. O custo estimado dos estragos é de mais de 80 milhões de euros (84% na agricultura e 16% em infraestruturas e propriedade privada). Milhares de famílias não têm para onde ser evacuadas, uma vez que muitas das infraestruturas públicas ficaram danificadas ou destruídas.

A ADRA continua a fornecer ajuda alimentar a mais 3.200 famílias da região e a fazer o levantamento das necessidades das populações e das áreas afetadas, mantendo-se comprometida na reconstrução de vidas.

Fonte: ADRA Internacional