Notícias Nacionais

Na década de 90 do século XX, alguns estudantes partiram dos seus países de origem para Portugal com o objetivo de completar os seus estudos, preparando-se assim para melhor servirem os seus países e se formarem como cidadãos do amanhã. Com eles veio também o desejo de servir Deus, dando eles o seu melhor para testemunharem de Jesus e do Seu plano de redenção.

A vinda dos emigrantes para Portugal deu-se também por questões de saúde. Foi esta a circunstância do irmão Mário Cassoco, que se instalou com a sua família  na igreja central de Lisboa. Embora todos sirvamos ao Senhor, cada povo tem a sua forma peculiar de adorar Deus. Nós, Africanos, gostamos de vibrar com vozes combinadas numa melodia atrativa e convidativa. Foi assim que alguns jovens, nomeadamente os irmãos João Pinto, Paulino Nascimento e Sapalo Nangolo, liderados pelo irmão Mário Cassoco, abordaram o então presidente da União, Pastor Joaquim Dias, e comunicaram-lhe a sua intenção de procurarem um espaço para se reunirem e se organizarem como igreja. Estávamos então no ano de 1993. Durante esta procura de um espaço, souberam da predisposição do irmão Joaquim Neves para ceder a sua barraca, algures no Prior Velho. O número de membros começou a aumentar e, em 1995, conseguimos um espaço condigno e iniciamos o processo de organização. Em 1996, a igreja de Sacavém foi organizada com a presença do Presidente da UPASD, o Pastor Joaquim Dias, e do Tesoureiro da UPASD, o Pastor Paulo Mendes. Nesse mesmo ano, foram consagrados cinco diáconos: Paulino Nascimento, Manuel Maquengo, Jorge Madre de  Deus, Joaquim Neves e José Cupertino. Havendo a necessidade de termos um ancião, foi proposto e consagrado nesse ano o irmão José Cupertino. Uma vez que o número de membro ia crescendo, continuávamos à procura dum espaço maior. Comunicámos o problema à União e foi-nos sugerido, em 1998, que ocupássemos as antigas instalações da Publicadora Atlântico. Dois anos depois, tivemos de abandonar as referidas instalações e  procurar outro espaço. Soubemos que a Câmara Municipal de Loures tinha um espaço ecuménico. Depois de contactos com as autoridades locais, foi-nos cedido esse espaço, que partilhávamos com outras confissões religiosas, até que, finalmente, conseguirmos o espaço atual.

Decorridos  20 anos, podemos dizer: “Até aqui nos ajudou o Senhor!” Não podemos deixar de mencionar o irmão Jerónimo, que nos acompanhou nos momentos difíceis da nossa trajetória, ao ponto de construir umas instalações no seu quintal, como alternativa temporária posta ao serviço da igreja de Sacavém. Ao evocarmos o vigésimo aniversário da igreja de Sacavém, os nosso corações transbordam de alegria, pois, sob a atual liderança do Pastor Enoque Nunes e do Promotor Bíblico Eurico Vidro, a igreja tem tido um crescimento consistente (78 membros em 31 de dezembro de 2006, 100 membros no quarto trimestre 2012 e 168 membros no quarto trimestre de 2016). Isto suscita em nós a visão de que esta Comunidade Adventista deve continuar na Quinta do Mocho, o bairro onde está inserida. Este bairro é habitado por cerca de 3500 pessoas, a maioria oriunda de países africanos. Um terço dos moradores da Quinta do Mocho é de nacionalidade angolana, mas há também neste bairro moradores originários de São Tomé, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e famílias provenientes da Europa de Leste. Nesta população constata-se a existência de um número significativo de indivíduos que, nos países de origem, tinham profissões especializadas. Segundo dados divulgados no site da Câmara de Loures, a população é maioritariamente jovem, pois cerca de 50 porcento tem menos de 29 anos, havendo uma camada alargada de estudantes universitários. É aqui que continuamos a sonhar com a construção do Centro Educacional da Igreja Adventista do Sétimo de Expressão Africana. Todos os leitores da Revista Adventista que se identificam com este projeto missionário e que desejam apadrinhá-lo no futuro, queiram, por favor, entrar em contacto com a IASD de Sacavém.

Ad7 Notícias | José Cupertino - Ancião da IASD de Sacavém