LIÇÃO
6 1 a 7 de Agosto de 2010
Uma
Explicação Sobre a Fé
[Sábado] [Domingo] [2ª.Feira] [3ª.Feira] [4ª.feira] [5ª.feira] [6ª.feira]
LEITURA PARA O ESTUDO DA SEMANA:
Romanos 5.
VERSO ÁUREO: "Sendo, pois,
justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo
qual, também, temos entrada, pela fé, a esta graça, na qual estamos firmes, e
nos gloriamos na esperança da glória de Deus." Romanos 5:1 e 2.
PAULO CHEGOU À CONCLUSÃO de que a
justificação, ou a aceitação junto de Deus, só tem lugar por meio da fé em
Jesus Cristo, pois só a Sua justiça é suficiente para nos colocar na posição
certa perante o nosso Senhor. Desenvolvendo esta grande verdade, o apóstolo
passa agora a explicar mais sobre este tema. Mostrando que a salvação tem de
ser pela fé e não pelas obras, nem mesmo as de alguém tão "justo"
como era Abraão, Paulo, em certo sentido, dá uns passos atrás, e contempla o
quadro geral – o que provocou o pecado, o sofrimento e a morte, e a forma como
a solução se encontra em Cristo e no que Ele fez pela raça humana.
Por meio da queda de um homem,
Adão, toda a humanidade passou a estar sujeita à condenação, à alienação e à
morte; através da vitória de um homem, Jesus, todo o mundo foi colocado numa
nova condição diante de Deus, condição essa na qual, pela fé em Jesus, o
registo dos pecados de cada um e o castigo devido por esses pecados, podem ser
anulados, podem ser perdoados e para sempre apagados.
O apóstolo Paulo contrasta Adão e
Jesus, mostrando a forma como Jesus veio desfazer o que Adão fizera e mostrando
também que, pela fé, as vítimas do pecado de Adão podem ser resgatadas por
Jesus, o Salvador. O fundamento de tudo isto é a cruz de Cristo e a Sua morte
substituinte nessa cruz, o que abre o caminho para que todo o ser humano, judeu
ou gentio, seja salvo por Jesus, O qual, com o Seu sangue, trouxe a justificação
a todos os que O aceitam.
Certamente que este é um tema que
vale a pena ser aprofundado, pois é o fundamento de toda a nossa esperança.
DOMINGO, 1
de Agosto SENDO,
POIS, JUSTIFICADOS
Leia Romanos 5:1-5. Nas linhas
que se seguem, resuma a mensagem de Paulo. O que é que daí pode retirar agora
para si mesmo?
"Sendo justificados" é
literalmente "tendo sido justificados". A forma verbal no grego
representa a acção como estando concluída. Nós fomos declarados justos, ou
considerados justos, não mediante quaisquer obras da lei, mas por termos
aceitado Jesus Cristo. A vida perfeita que Jesus viveu nesta Terra, a Sua
observância perfeita da lei, foi-nos creditada.
Ao mesmo tempo, todos os nossos
pecados foram colocados sobre Jesus. Deus considerou que Jesus cometera esses
pecados, não nós, e dessa forma nós podemos ser poupados ao castigo que
merecemos. Esse castigo caiu sobre Cristo por amor de nós, em nosso lugar, pelo
que nunca teremos de o enfrentar nós mesmos. Que mais gloriosa notícia poderia
haver para o pecador?
A palavra grega traduzida por
"gloriamos" no versículo 3 é a mesma traduzida por
"regozijamos" no versículo 2. Se a traduzirmos no versículo 3 também
como "regozijamos", como acontece nalgumas versões, a ligação entre
os versículos 2 e 3 torna-se mais clara. As pessoas que são justificadas
conseguem regozijar-se na tribulação porque depositaram fé e confiança em Jesus
Cristo. Essas pessoas têm a confiança de que Deus vai conduzir todas as coisas
para o bem. Considerarão uma honra sofrer por amor a Cristo. (Veja I Pedro
4:13.)
Repare, também, na progressão nos
versículos 3 a 5.
1. Paciência. A palavra
grega assim traduzida, hupomone, significa
"firme persistência". É o tipo de perseverança que a tribulação
desenvolve naquele que mantém a fé e que não perde de vista a esperança que tem
em Cristo, mesmo no meio de provações e sofrimento, que podem tornar por vezes
a vida muito difícil.
2. Experiência. A palavra
grega aqui traduzida, dokime, significa
literalmente "a qualidade de ser aprovado", ou seja,
"carácter", ou, mais especificamente "carácter aprovado".
Aquele que pacientemente suporta provações consegue desenvolver um carácter
aprovado.
3. Esperança. A
perseverança e a aprovação fazem surgir naturalmente a esperança, a esperança
que se encontra em Jesus e na promessa de salvação n'Ele.
Enquanto nos apegarmos a Jesus com fé, arrependimento e obediência, teremos
tudo para termos esperança.
Qual é a coisa na sua vida que
espera mais de qualquer outra? De que modo essa esperança se pode realizar em Jesus? Ou não pode? Se
não, tem a certeza de que quer continuar a pôr nisso assim tanta esperança?
SEGUNDA, 2 de Agosto
DEUS PROCURA O HOMEM
Leia Romanos 5:6-8. O que é que
estes versículos nos dizem a respeito do carácter de Deus, e por que razão nos
trazem eles tanta esperança?
Quando Adão e Eva vergonhosa e
indesculpavelmente transgrediram os requisitos divinos, Deus deu os primeiros
passos para a reconciliação. Desde então, Deus tem tomado a iniciativa em
prover um meio de salvação e em convidar homens e mulheres a aceitá-lo.
"Vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho" (Gál. 4:4).
Romanos
5:9 declara que podemos ser salvos da ira de Deus por meio de Jesus. Como é
que entendemos o significado disto?
Assim como o sangue nas ombreiras
das portas dos Israelitas no Egipto, na véspera da sua partida, protegeu o
primogénito da ira que caiu sobre os primogénitos do Egipto, também o sangue
de Jesus Cristo garante que aquele que foi justificado, e que conserva esse
estatuto, será protegido quando a ira de Deus finalmente destruir o pecado no
fim dos tempos.
Há pessoas que se debatem com a
ideia de um Deus de amor ter ira. Ora, é precisamente porque Ele ama que
essa ira existe. Como poderia Deus, que ama o mundo, não ter ira contra o
pecado? Se Ele sentisse indiferença para connosco, não Se importaria com o que
aqui acontece. Olhemos para o mundo à nossa volta e vejamos o que o pecado tem
feito ao que Ele criou. Como poderia Deus não estar irado contra tanto mal e
devastação?
Que outras razões nos são dadas
para regozijo? (Rom. 5:10 e 11).
Alguns comentadores vêem no
versículo 10 uma referência à vida que Cristo viveu nesta Terra, durante a qual
Ele teria formado um carácter perfeito, que agora nos credita como dádiva.
Embora seja certo que Cristo nos oferece o Seu carácter quando O aceitamos, Paulo parece estar a enfatizar o facto de que,
tendo Jesus morrido, Ele ressuscitou e está vivo para todo o sempre (veja Heb. 7:25). É porque Ele vive que nós estamos salvos. Se
Ele tivesse ficado no túmulo, as nossas esperanças teriam perecido com Ele. O
versículo 11 continua a apresentar as razões que temos para nos regozijarmos no
Senhor, sendo essas razões aquilo que Jesus realizou por nós.
TERÇA, 3
de Agosto TRAGADA
FOI A MORTE
A morte é um inimigo, o último
inimigo. Quando Deus criou a família humana, Ele tinha planos de que os seus
membros vivessem eternamente. Com raras excepções, os seres humanos não querem
morrer; e aqueles que o desejam, apenas chegam a esse ponto depois da maior
angústia e de muito sofrimento pessoais. A morte vai contra a nossa natureza
mais básica. E é assim porque, logo desde o início, fomos criados para viver
para todo o sempre. A morte devia ser uma coisa desconhecida para nós.
Leia Romanos 5:12. O que é que
Paulo está a descrever neste passo? O que é que isso explica?
Os comentadores têm discutido
mais acerca desta passagem das Escrituras do que acerca da maioria de quaisquer
outras. É provável que a razão para isso, como é referido
no SDABC (Comentário Bíblico ASD), vol. 6, p.
529, seja que esses comentadores "procuram usar
esta passagem para propósitos diferentes dos que Paulo tinha em mente".
Um dos pontos que discutem é
este: de que maneira é que o pecado de Adão foi transmitido à sua posteridade?
Os descendentes de Adão partilharam a culpa do pecado de Adão, ou são culpados
diante de Deus por causa do seu próprio pecado? Ainda que haja quem procure
obter a resposta a esta questão neste texto, não é esse o assunto que o
apóstolo está aqui a tratar. Ele tinha em mente um objectivo totalmente diferente. Ele estava a reforçar
aquilo que já tinha afirmado, "porque todos pecaram" (Rom. 3:23). Precisamos de reconhecer que somos pecadores,
pois só dessa maneira compreenderemos a necessidade que temos de um Salvador.
Paulo procurava aqui levar os leitores a entenderem quão mau é o pecado e o que
este provocou no mundo por meio de Adão. Depois, mostrou o que Deus nos oferece
em Jesus como o único remédio para a tragédia que se abateu sobre o nosso mundo
por causa do pecado de Adão.
Contudo, este texto refere apenas
o problema, a morte em Adão, não a solução, que é a vida em Cristo. Um dos
aspectos mais gloriosos do evangelho é que a morte foi tragada pela vida. Jesus
passou pelos portais da tumba e quebrou as suas cadeias. Ele diz: "Eu sou
o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Ámen. E
tenho as chaves da morte e do inferno" (Apoc.
1:18). É porque Jesus detém as chaves que o inimigo já não pode reter as suas
vítimas na sepultura.
Qual tem sido a sua experiência
pessoal com a realidade e a tragédia da morte? Por que razão, diante deste
implacável inimigo, devemos nós manter a esperança em algo maior do que nós
mesmos, ou superior a qualquer outra coisa que este mundo ofereça?
QUARTA, 4 de Agosto
A LEI DESPERTA A
NECESSIDADE
"Porque, até à lei, estava o
pecado no mundo, mas o pecado não é imputado, não havendo lei. No entanto, a
morte reinou, desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não pecaram à semelhança
da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir."
Romanos 5:13 e 14.
De que é que Paulo está aqui a
falar? A expressão "até à lei" é paralela à afirmação "de Adão
até Moisés". O apóstolo está a referir-se ao tempo no mundo desde a
criação até ao Sinai, antes da introdução formal das regras e leis do
sistema israelita, o qual incluía, naturalmente, os Dez Mandamentos.
"Até à lei" significa
até à pormenorização dos requisitos de Deus apresentados nas várias leis dadas
a Israel no Sinai. O pecado existia antes do Sinai. Como é que podia não
existir? Mentir, matar, adulterar e adorar ídolos não eram pecado até então?
Claro que eram.
Quais são alguns dos textos que
revelam a realidade do pecado antes do Sinai?
É verdade que antes do Sinai a
raça humana em geral tinha apenas uma revelação limitada de Deus, mas sabia
obviamente o suficiente para ser responsabilizada. Deus é justo e não vai
punir ninguém injustamente. As pessoas no mundo pré-Sinai
morriam, como aqui lembra Paulo. A morte atingiu todos. Embora não
tivessem pecado contra um mandamento expressamente revelado, tinham, não
obstante, pecado. Tinham a revelação de Deus na Natureza, à qual não deram
resposta, pelo que foram considerados culpados. "Porque as suas coisas
invisíveis, desde a criação do mundo… claramente se vêem pelas coisas que
estão criadas, para que eles fiquem inexcusáveis"
(Rom. 1:20).
Com que propósito Se revelou Deus
mais plenamente na "lei"? Rom. 5:20 e 21.
A instrução dada no Sinai incluía
a lei moral, embora esta já existisse antes disso. Mas no Sinai foi a primeira
vez, de acordo com a Bíblia, que esta lei foi escrita e abertamente proclamada.
Quando os Israelitas se começaram
a comparar com os requisitos divinos, descobriram que estavam muito longe do
ideal. Noutras palavras, "o pecado" abundava. De repente
compreenderam a dimensão das suas transgressões. O propósito daquela revelação
foi ajudá-los a ver a necessidade que tinham de um Salvador e estimulá-los a
aceitar a graça que tão liberalmente era oferecida por Deus. Como já foi
realçado antes, a verdadeira versão da fé no Antigo Testamento não era
legalista.
QUINTA, 5
de Agosto O
SEGUNDO ADÃO
"Pois, assim como por uma só
ofensa veio o juízo sobre todos os homens, para condenação, assim também, por
um só acto de justiça, veio a graça sobre todos os homens, para justificação de
vida. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores,
assim, pela obediência de um, muitos serão feitos justos." Romanos 5:18 e
19. Que contraste nos é aqui apresentado? Que esperança nos é oferecida em
Cristo?
Como seres humanos, nada
recebemos de Adão a não ser a sentença de morte. Mas Cristo interveio e
percorreu o mesmo terreno onde Adão caiu, suportando todas as provas em favor
do homem. Ele remiu o vergonhoso fracasso e a queda de Adão e, dessa forma,
como nosso substituto, colocou-nos numa posição vantajosa diante de Deus. Por
isso, Jesus é o "Segundo Adão".
"O segundo Adão foi um
agente moral livre, considerado responsável pela Sua conduta. Rodeado de
influências intensamente subtis e enganadoras, Ele encontrava-Se
numa situação muito menos favorável do que a do primeiro Adão, para ter uma vida
sem pecado. No entanto, no meio de pecadores, Ele resistiu a todas as tentações
para pecar e conservou a Sua inocência. Ele nunca teve pecado." – Ellen G. White, SDABC (Comentário
Bíblico ASD), vol. 6, p. 1074.
De que modo são contrastados os
actos de Adão e os de Cristo em Romanos 5:15-19?
Repare nas ideias opostas nesta
passagem: morte, vida; desobediência, obediência; condenação, justificação;
pecado, justiça. Jesus veio e desfez tudo o que Adão tinha feito!
Também é fascinante o facto de a
palavra dom ocorrer cinco vezes nos versículos 15 a 17. Cinco vezes! A
conclusão é muito simples: Paulo está a realçar que a justificação não é ganha;
ela é uma dádiva. É algo que nós não merecemos, uma coisa a que não temos
direito. Como acontece com todas as dádivas, temos de estender a mão e
aceitá-las, e neste caso, com este presente, reclamamo-lo pela fé.
Qual foi a melhor dádiva que
alguma vez recebeu? O que é que fez dela algo tão bom e tão especial? Até que
ponto o facto de ter sido uma dádiva, em contraste com uma coisa adquirida, fez
com que a apreciasse muito mais? No entanto, poderia essa dádiva, ou dom, ter
qualquer comparação com aquilo que temos em Jesus?
ESTUDO ADICIONAL: Leia de Ellen G. White, "Auxílio na
Vida Diária", pp. 470-472, em A Ciência do Bom Viver; "Cristo,
o Centro da Mensagem", pp. 383, 384, em Mensagens Escolhidas, vol. 1; "A Tentação e a Queda", pp. 29-39, em Patriarcas
e Profetas (1ª ed. P. SerVir); "Justification" (Justificação), pp. 712-714, em The SDA Encyclopedia (Enciclopédia
ASD) .
"Muitos enganam-se acerca do
estado do seu coração. Não entendem que o coração natural é enganoso mais do
que todas as coisas, e desesperadamente perverso. Envolvem-se na sua própria
justiça e satisfazem-se em alcançar a sua própria norma humana de
carácter." – Ellen G. White,
Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 320.
"Há grande necessidade de
que Cristo seja pregado como a única esperança e salvação. Quando a doutrina da
justificação pela fé foi apresentada…, ela foi para muitos como água para o
viajante cansado. O pensamento de que a justiça de Cristo nos é imputada, não
por causa de qualquer mérito da nossa parte, mas como dom gratuito de Deus,
afigurava-se um pensamento precioso." – Ellen G.
White, Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 360.
"As provas são parte da
educação recebida na escola de Cristo, para purificar os filhos de Deus da
escória do que é terreno. É por Deus estar a guiar os Seus filhos que vêm sobre
eles experiências decisivas. As provas e os obstáculos
são os métodos de disciplina escolhidos por Deus, e as condições para o êxito
indicadas por Ele. Aquele que lê os corações humanos conhece as suas fraquezas
melhor do que eles mesmos as poderiam conhecer. Ele vê que alguns têm
qualidades que, se fossem correctamente dirigidas, poderiam ser usadas no
avanço da Sua obra." – Ellen G. White, Actos dos Apóstolos, p. 373 (Ed. P. SerVir).
PERGUNTAS PARA REFLEXÃO:
Até que ponto a sua fé o/a tem
sustido através de algumas terríveis provações? Que coisas aprendeu com essas
provações, tanto a respeito de si como a respeito de Deus? Mais, o que é que
aprendeu que poderá ser de auxílio para outros que poderão estar, eles mesmos,
a passar por alguns tempos difíceis?
Pense na realidade da morte, e no
que ela faz não só à vida, mas também ao sentido da vida. Muitos escritores e
filósofos têm lamentado a falta de sentido da vida por esta terminar em morte
eterna. Como é que nós, cristãos, lhes respondemos? Por que razão é a esperança que temos em Cristo a única resposta a essa
falta de sentido?
Assim como a queda de Adão impôs
uma natureza caída a todos nós, também a vitória de Jesus oferece a promessa de
vida eterna a todos aqueles que, sem excepção, a aceitam pela fé. Com esta maravilhosa
provisão ao nosso alcance, o que é que impede as pessoas de estenderem a mão e
de a reclamarem entusiasticamente? Como é que cada um de nós pode ajudar
aqueles que procuram compreender melhor o que Cristo oferece e aquilo que Ele
fez por eles?