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Fotografia: Cortesia istock/ANN
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Votação nacional colocou restrições à construção de torres de oração em mesquitas
Os líderes de liberdade religiosa da Igreja Adventista do Sétimo Dia afirmaram estar decepcionados com a recente votação na Suíça que interditou a construção de novos minaretes.
A acção, que entrou em vigor imediatamente após a votação de 29 de Novembro, foi aprovada por 57,5 por cento dos eleitores após um referendo nacional apoiado por um partido político de extrema-direita. O governo federal e os três principais partidos políticos do país opuseram-se à proibição.
"Esta proibição mostra o trabalho que ainda há a ser feito para promover a causa da liberdade religiosa, mesmo em nações como a Suíça, que é um dos países mais livres do mundo", disse John Graz, numa declaração oficial como secretário-geral da Associação Internacional de Liberdade Religiosa e director do Departamento de Liberdade Religiosa e Relações Públicas da Igreja Adventista.
"Alega-se que a proibição não se deve à hostilidade religiosa, sendo antes uma rejeição à ideologia política islâmica", salientou Graz. "Os apoiantes basicamente não acreditam que o voto fosse um golpe contra a liberdade religiosa". O Partido Suíço do Povo lançou o referendo, argumentando que os minaretes são um símbolo de intolerância islâmica. Alguns viram a proibição como uma acção contra o aumento de grupos separatistas muçulmanos que emergem em diferentes partes da Europa.
Pequenos grupos políticos na Dinamarca, Itália e Países Baixos também procuram alegadamente criar proibições semelhantes. No entanto, os líderes religiosos dizem que a proibição restringe a liberdade religiosa e atinge injustamente um grupo religioso.
Graz, natural da Suíça, informou que quatro dos 26 cantões do país opuseram-se à proibição, mas que houve diferenças na votação geral por região: as áreas urbanas e de língua francesa votaram “não” à proibição; porém, a iniciativa obteve um apoio mais forte nas regiões rurais e de língua alemã.
Os cantões que têm mesquitas no seu território mostraram-se também menos favoráveis à proibição.
Os apoiantes da iniciativa multiplicaram os cartazes com imagens provocadoras, em que os minaretes aparecem como mísseis que se erguem de uma bandeira suíça. Os cartazes mostravam também uma pessoa que envergava o traje conservador dos muçulmanos, incluindo um véu completo. Um porta-voz da Amnistia Internacional disse ao jornal "New York Times" que cerca de 90 por cento dos 400 mil muçulmanos da Suíça são originalmente do Kosovo e da Turquia e não apoiam códigos de vestuário de países muçulmanos conservadores como, por exemplo, a Arábia Saudita.
O mesmo jornal informou também que a Suíça tem aproximadamente 150 mesquitas e salas de oração, mas só quatro têm minaretes. Tinha sido planeada a construção de outros dois.
Fonte: Adventist News Network
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